Inspiração com menos de um metro e meio.

Arquivo do mês: janeiro 2013

Informe Publicitário para a Revista Veja (publicado em novembro 2011)

É o que todos os jovens e pré-vestibulandos procuram responder. A escolha da profissão é um passo muito importante, mas como escolher tão cedo o que se quer fazer para a vida inteira? Como em todas as decisões importantes e quase que definitivas existem o medo, insegurança e a temida dúvida.

Psicólogos procuram clarear estas dúvidas com orientações vocacionais. Identificar o perfil do jovem, suas afinidades, rotinas, disponibilidades são uma das maneiras que o profissional vai utilizar para ajudar na escolha da profissão. Há ainda a aplicação de técnicas de autoconhecimento aliadas às dinâmicas, avaliações e feiras de profissões que auxiliam os alunos a escolherem o melhor o seu caminho.

De acordo com a psicóloga Tatiana Samper “é preciso envolver o aluno em uma percepção das realidades socioeconômica, cultural, mercado de trabalho, necessidades, objetivos, se pode mudar de cidade, se pode ter horário flexível” para que ele se identifique nas profissões.

Para Tatiana, além do perfil é preciso fazer uma avaliação de maturidade, pois os alunos lidam com a constante pressão da escolha de seu futuro e por isso ficam indecisos ou procuram os cursos mais comuns: “muitos jovens querem sanar suas necessidades imediatas e até mesmo se moldam pelos pais ou amigos, quando realmente precisa identificar suas próprias preferências”, reforça.

Ela lembra que não há estatísticas. Cada caso é um caso: “Tem adolescente que chega sem conhecimento e pode sair com algumas opções; outro que já chega com alguma e consegue se decidir por uma e aquele que chega com uma, mas que no processo vai ampliando seu conhecimento para ao final confirmar ou não sua opção inicial”.

Quando o ensino médio está acabando, é que a pressão aumenta. Para o coordenador estudantil, Renato Fernandes, “os alunos buscam no ensino superior a sua carreira e seu futuro, porém, a grande maioria ainda procura de cursos comuns como direito, medicina, mas está aumento os que querem faculdades diferentes ou até mesmo seguir carreira militar”, pondera.

Já para o estudante do ensino médio Marcus Vinícius, no término do ano letivo existe a tensão sobre o futuro e emprego: “buscar orientação profissional é decisivo para escolha não só de um curso superior, mas da carreira profissional”, disse.

É muito comum que os jovens ainda não saibam qual é o seu espaço dentro da sociedade, aliado ao medo de fazer uma escolha errada ou de se arrepender no meio da faculdade. A orientação vocacional vai além de clarear as dúvidas e escolher a profissão, e sim para os jovens descobrirem seus talentos e habilidades, podendo se encaixar facilmente no mercado de trabalho.

Curso superior é diferencial no currículo

Após o ensino médio, muitos se deparam com a pergunta: Fazer uma faculdade? Curso técnico? Curso tecnológico? No Brasil, as grandes problemáticas são os acessos ao nível superior. Dados do Ministério da Educação revelam que apenas 12% dos jovens entre 18 e 24 anos estão cursando universidade. Porém, a Educação está em crescimento e procurando alternativas para que essa estatística aumente, como ampliação de vagas, programas de financiamento e a democratização do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

O mercado de trabalho também passa por mudanças, onde a especialização passa a ser fortemente valorizada, mostrando como diferencial o nível superior. Tal crescimento verificou-se não apenas devido à nova legislação para este nível de ensino, mas especialmente pela atuação do MEC e pelo crescimento dos setores educacionais de ensino médio, o que está elevando consideravelmente o público para as Faculdades. Entretanto, ainda há muito que se fazer para que a Universidade seja gratuita e para todos.
Acompanhando essa busca por ensino superior, existem no país várias maneiras de se obter a graduação: Faculdades, cursos tecnológicos, cursos técnicos e ensino à distância. Como nem todos os caminhos são gratuitos, o estudante pode optar pelos programas do Governo como ProUni e Fies.

Para os consultores de carreira um curso de educação profissional, uma graduação ou pós-graduação é fundamental para alcançar o tão sonhado emprego. A graduação traz a fundamentação teórica somada à experiência dos professores e à troca com os próprios alunos, alicerces da prática profissional.

Dados do IBGE revelou que as principais regiões metropolitanas do país mostram que a graduação é fundamental para encontrar um emprego, e que a taxa de desempregados que não possuem o nível superior está em torno de 3,1% no ano de 2010, lembrando que é o menor de oito anos, praticamente a metade da média nacional (6,7%).

Há muitos caminhos para o sucesso profissional, porém o principal deles é a universidade. Além do conhecimento adquirido, muitas portas podem ser abertas com o auxílio do diploma. Sendo assim o Ensino Superior tem um papel importante para quem busca seu lugar no mercado de trabalho.

Aprendendo com o mundo

O tempo de quem estudava no exterior era somente privilégios de classe A já foi. Hoje, além de ser possível fazer cursos, faculdades e até mestrados e doutorados em outros países, é a oportunidade de conhecer fronteiras, tecnologias e estudos sobre todas as áreas.

Existem muitos caminhos para quem quer fazer intercâmbio, estudar no exterior, fazer cursos e conhecer outras culturas. Várias Instituições de Ensino Superior de outros países oferecem bolsas de até 100% para estudantes internacionais.

O programa Universidades da Agência CI facilita os estudos em Universidades norte americanas e no Canadá, podendo chegar a 100% em bolsas atléticas e até 50% para bons desempenhos. Mesmo quem não é fluente em Inglês, a agência disponibiliza um curso intensivo já no país de escolha para o aluno se preparar.

De acordo com a consultora do CI, Lívia Cristina, “as oportunidades começam com um curso e vão até Mestrado e Doutorado”, destaca. Ainda segundo Lívia, cada país tem uma oportunidade diferente, o que aumenta as chances do intercâmbio: “Cada lugar possui um diferencial, pode ser só trabalho, estudo e trabalho, morar em casa de família, aprender Inglês e claro aproveitar as diferenças culturais como crescimento pessoal”, disse.

Lívia lembra que cada pessoa é analisada e identificada um perfil, e é preciso preencher a pré-requisitos, porém o que conta são habilidades e um histórico escolar nota máxima.
Além de agências, outra forma de se encontrar informações sobre oportunidades no exterior é por meio de sites educacionais que disponibilizam orientações sobre bolsas e documentações, como o portal Universia, que direciona quem está buscando alternativas no exterior.

A jornalista Juliana Ferreira, estudou no ALCC – American Languages Community Center, em Manhattan, nos EUA e também na escola St. Giles em Londres. Para ela, a experiência internacional contribui para o crescimento pessoal e profissional: “Minha vida e minhas perspectivas mudaram completamente, além da diversidade cultural, pude aproveitar para aprender outro idioma, que faz toda a diferença na minha profissão”, conta.

Mesmo com facilidades, bolsas e incentivos, muitos estudantes ainda têm receio de estudar fora por conta da validade do diploma. Entretanto, a revalidação de diploma de graduação expedido por instituições de ensino superior (IES) estrangeiras é regulamentada pela Resolução CNE/CES nº 01, de 28 de janeiro de 2002, alterada pela Resolução CNE/CES nº 8, de 4 de outubro de 2007.

A revalidação é feita pelas universidades públicas, que ministrem curso de graduação reconhecido na mesma área de conhecimento ou em área afim. Já os diplomas de mestrado e doutorado expedidos por universidades estrangeiras só poderão ser reconhecidos por universidades que possuam cursos de pós-graduação reconhecidos e avaliados na mesma área de conhecimento e em nível equivalente ou superior.

Cada vez mais brasileiros buscam formação no exterior para adquirir fluência no idioma, conhecer diversas culturas, ensino de qualidade e ter um diferencial no currículo, que no mercado de trabalho faz toda a diferença.

crédito: Wagner Jean

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Informe Publicitário para a Revista Veja (publicado em novembro/2011)

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Informe Publicitário para a Revista Veja (publicado em outubro/2011)

Buscar o equilíbrio entre mente e corpo é um grande desafio. Atividades físicas, dietas, terapias, tratamentos, tudo em busca do bem estar. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ter saúde é um estado completo de bem estar físico, mental e social e não apenas ausência de doença.

Parques lotados são comuns em grandes cidades, logo nas primeiras horas da manhã, pessoas de todas as idades que procuram cuidar bem do corpo e ficar com a mente tranquila e até melhorar a rotina de trabalhos e afazeres. Cronômetro, garrafa d’água, boné, tênis, são alguns dos itens indispensáveis pra quem pratica exercícios.

A saúde e o bem-estar são fundamentais para o sucesso das práticas espirituais. Uma alimentação correta com dieta balanceada envolvendo frutas, cereais, legumes, carboidratos, proteínas e vitaminas proporcionam equilíbrio e vida saudável.

Porém, no Brasil, o sedentarismo é um problema que vem aumentando. Pesquisas da OMS indicam que aproximadamente 70% da população brasileira sofre de sedentarismo, índice mais alto que a obesidade, a hipertensão, o tabagismo, o diabetes e o colesterol alto. Mulheres, idosos, pessoas de nível socioeconômico mais baixo e indivíduos incapacitados estão mais sujeitos a ficar sedentários. Observou-se ainda que as pessoas reduzem gradativamente o nível de atividade física a partir da adolescência.

Profissionais tratam a atividade física como assunto de saúde pública. Para o professor de Educação Física, Thiago Dauzacker, praticar exercícios é uma das mudanças de estilo de vida mais eficazes para melhorar a qualidade de vida: “Cuidar do corpo é cuidar da saúde, além da questão estética, fazer atividade física alivia o stress, e aumentam a autoestima da pessoa”, afirmou.

Para Thiago, a prática regular de exercícios físicos geram benefícios que se manifestam sob todos os aspectos do organismo, “auxilia na melhora da força e do tônus muscular e da flexibilidade, fortalecimento dos ossos e das articulações, perda de peso, de gordura corporal, e até redução da pressão arterial”, disse.

Algumas pessoas também enfrentam o sedentarismo com outros fatores: falta de tempo livre, poder aquisitivo baixo, ou por não preferir uma rotina de exercícios. Para isso, a professora de Educação Física, Jackeline Medeiros, explica que é preciso nas academias, fazer uma triagem com os alunos, para identificar a melhor forma de se fazer uma rotina de exercícios: “na academia é preciso fazer uma entrevista com o aluno, descobrir hábitos, horários, preferências, para que ele não caia na rotina e venha a desistir do programa de exercícios”, declarou.
A atividade física pode também exercer efeitos no convívio social, tanto no ambiente de trabalho quanto no familiar.

Mente sã, corpo são

Qualidade de vida é o método usado pela OMS para medir as condições de vida de um ser humano. Envolve o bem físico, mental, psicológico e emocional, além de relacionamentos sociais, como família e amigos e também a saúde, educação, poder de compra e outras circunstâncias da vida. Não deve ser confundida com padrão de vida, uma medida que quantifica a qualidade e quantidade de bens e serviços disponíveis.

E pra ter essa “qualidade”, existem vários fatores que vão desde atividades físicas, alimentação, bem estar e até no clima. Segundo estudos da psicologia, no inverno, sem sol, o tempo costuma deixar as pessoas deprimidas, sem ânimo, e agora com a primavera, o sentimento de renovação de energias que tem relação com o sol e com a maior luminosidade da nova estação – ou seja, com o fim da estação mais fria e escura do ano. Consequentemente, as pessoas terão mais disposição para realizar tarefas, aumenta a autoestima, confiança, motivação, sensação de alegria e bem estar espiritual.

Estudos ainda sugerem o seguinte pensamento: Em um primeiro nível o bem-estar se desdobra em uma componente cognitiva chamada de satisfação com a vida e uma componente afetiva chamada felicidade; assim uma pessoa pode pensar ou saber que está bem, mas não se sentir bem.

E isso, depende da preparação espiritual do indivíduo, que independe de religião, idade, sexo ou posição social.

Vida melhor em qualquer idade

Com o corpo e a mente sãos, as pessoas caminham para seu futuro. Mas o que acontece hoje, é que a maioria só busca qualidade de vida depois dos 50 anos, quando as rotinas, trabalhos e família estiverem encaminhados. É nessa hora que muitos vovôs e vovós brasileiros começam a curtir a vida, viajar, fazer atividades esportivas, cuidar mais da saúde, ampliar as amizades, tudo que melhore a qualidade de vida e eleve a autoestima.

No Brasil, os idosos são hoje 14,5 milhões, que representam 8,6% da população total do país, segundo dados do IBGE do Censo de 2000, e mostram ainda que em 2025 o Brasil deverá ser o sexto país do mundo quanto ao número de idosos.

Atualmente, a expectativa de saúde na “melhor idade” tem aumentado no Brasil, pelo país afora são inúmeros projetos de atividades físicas, centros de convivências para idosos, e parques com academias ao ar livre.
Em Campo Grande, o Projeto Gostar de Viver, da Rede de Drogarias São Bento, há oito anos proporciona atividade física, alongamento recreação e aferição de pressão gratuita para idosos. O projeto acontece duas vezes por semana e realiza também acompanhamento semanal das condições físicas de cada participante.

Para Dona Otília, de 81 anos, participante do projeto, praticar atividade melhorou sua vida: “hoje, eu acordo muito mais disposta, não tenho dores musculares e consigo curtir a minha família”, disse.

Já Dona Ivone Mendonça, de 71 anos, que trabalha como doméstica pega três ônibus para o projeto, e garante que disposição, não falta: “acordo cedo, pego ônibus, e venho alegre para o projeto. Comecei aqui quando estava doente com depressão, tinha perdido minha mãe e meu filho, com as colegas, aprendi a dar valor à vida”, declarou.
Quem está na terceira idade atualmente tem uma postura bem mais crítica em relação ao mundo que o cerca do que as gerações anteriores. Educação avançada, consciência política, conhecimentos sobre várias áreas do saber e contato direto com tecnologia são algumas das vantagens que contribuem para esta massa crítica pós 60, que sabe muito bem o que quer.

Para o aposentado, Anastácio Brites, de 69 anos, os caminhos são inversos: “hoje, o idoso segue o caminho do jovem, se preocupa com a saúde, aparência, faz faculdade, sai com os amigos, os mais jovens é que devem seguir exemplo dos mais velhos, eu caminho 8 km por dia, não tenho barriga, e só não faço mais atividade porque tive aneurisma e não posso fazer esforço”, disse.

Já a empresária Vera Lúcia, empresária, de 60 anos, não vive sem fazer atividade física “há três anos, tive um problema no pé e só posso correr na areia, sinto diferença todos os dias, o corpo muda, tenho mais animo pra começar o dia, perdi peso, medidas, me sinto mais feliz, ainda encontro as amigas de areia, natureza, além de bem estar completo e equilíbrio”, afirmou.

Segundo a fisioterapeuta Flaviani Nardeli as possibilidades de atividades para terceira idade são muitas, desde yoga, pilates, alongamento, recreação, musculação, hidroterapia, caminhada, de exercitar-se na terceira idade, “o exercício faz bem em todas as idades, mas na velhice ele proporciona muitos benefícios que melhoram a saúde do corpo e da mente”.

Curtir a vida é mesmo o lema da Melhor Idade, e disposição é o que não falta para eles, que tomam todos os cuidados para prolongar a vida e consequentemente aumentar a expectativa de vida do brasileiro. Com todas essas possibilidades, eles deixam muitos jovens para trás e provam que realmente estão na Melhor Idade e na melhor fase da vida.

Aline Leque

crédito: Wagner Jean

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Informe Publicitário para a Revista Veja (publicado em dezembro/2011)

A receita de um natal feliz é usar sem dosagem os seguintes ingredientes: felicidade, alegria, família reunida, e claro, pratos deliciosos. A tradição da ceia é de séculos atrás, e cada país tem o seu costume e preserva a sua história. Na Europa, o costume era na noite de natal, deixar a porta aberta para que famílias e peregrinos pudessem confraternizar. Desde o século XVI, na Europa e Estados Unidos o Peru é ave principal da ceia.

Prepara no dia 24 de dezembro e símbolo do banquete eterno, a ceia reúne família, amigos em volta da mesa para celebrar o nascimento de Jesus Cristo e também a fraternidade. Espalhando o nascimento do Salvador da humanidade.

Mas em qualquer país, a ceia é recheada de pratos deliciosos. No Brasil, os pratos principais são: aves recheadas, carneiro, porco, arroz com frutas secas como nozes e passas, além dos doces, do panetone e do tradicional bolo de reis. Durante a colonização, os índios serviram peru para comemorar a primeira grande colheita, e assim surgiu o hábito de consumir peru para celebrar datas importantes. Outros alimentos tradicionais do Natal são as frutas secas, as nozes, as castanhas e o panetone. Este foi criado na Itália, mas não se sabe exatamente sua origem. Existem várias versões. De acordo com uma delas, um padeiro de Milão chamado Tone, em aproximadamente 900 d.C., fez um pão e misturou nele alguns ingredientes como frutas secas e nozes. Esse pão fez muito sucesso e ficou conhecido comopane di Tone.

Muitas famílias ainda mantém a tradição da ceia, na casa do profissional de atividade física, Sérgio Pavão, a montagem do Natal começa no dia 24 de novembro, com a árvore, e na véspera, todos se reúnem para ceia, com direito a visita do Papai Noel: “minha origem é paraguaia, e minha vó mantinha tradição do presépio, cada família tinha que visitar o presépio do vizinho, levar frutas, que significava mesa farta para o próximo ano”, recorda. Pavão ainda conta, que os presentes são dados no natal e também no dia 06 de janeiro, pra comemorar o dia dos Reis Magos.

As tradições foram se incorporando as culturas com o tempo. No Brasil, cada família tem em sua origem os costumes para o natal. Com família italiana e espanhola, Elizabete Rossi conta que para os europeus, a ceia de natal é sagrada, com comidas cuidadosamente preparadas: “quando o natal chegava, papai reunia a família e a ceia era servida pontualmente a meia-noite, e assim ficávamos até de madrugada, no dia seguinte uma nova ceia para celebrar o nascimento de Cristo e agradecer pelas bênçãos do ano”, lembra. Ainda segundo Elizabete era as mulheres quem preparava as comidas, e havia receitas que não podiam faltar: “Bolo de Reis, nozes e passas, carneiro recheado, carne de porco, e claro muito vinho. Para papai, mesa farta era sinônimo de bênçãos alcançadas, família forte, tradição mesmo”.

Algumas famílias possuem segredos de receita passados ao longos dos anos, e em alguns países as comidas da ceia podem ser bem peculiares. Na Austrália, onde as festividades natalinas acontecem durante o verão, as pessoas costumam fazer a ceia de natal em praias. Na África do Sul, outro país que comemora o natal durante o verão, é comum fazer a ceia de natal em mesas colocadas do lado de fora das casas. Já na Polônia é proibido comer carne vermelha na Ceia de Natal. Os poloneses comem peixes, acompanhados de vinho branco. E na Alemanha come-se carne de porco e muitos doces, pão-de-mel e das amêndoas torradas. Pratos tradicionais de tempero forte também são muito comuns durante a ceia de natal.

Cada país têm seus pratos maravilhosos, com suas tradições, costumes para a ceia, porém o encanto da ceia do natal é único no mundo inteiro. E também reúne a família e renova votos de amor e carinho entre todos. Independente da tradição, ceiar no dia 24 significa ser mais humano, celebrar sentimentos de fé e esperança, sem importar a religião.

Luzes que encantam

Não há nada mais esperado no ano inteiro do que a decoração de natal. Casas, ruas, centros comerciais, órgãos públicos, a cidade inteira se ilumina com bolas coloridas, luzes, árvores, Papai Noel, presépios e até neve artificial. Tudo para comemorar o nascimento de Jesus Cristo.

A decoração natalina mantém o espírito de natal durante todo o final de ano e no início do novo ano em lares do mundo inteiro. Já no dia 6 de janeiro, comemorado Dia de Reis, é o dia em que se deve desmontar a decoração e trocar presentes.

A magia da decoração natalina está presente no mundo há muitos anos. Em 1223, São Francisco começou a difundir a ideia de comemorar o nascimento do menino Jesus com figuras de barro, de lá pra cá, não há dúvidas que a tradição do presépio natalino se difundiu pelo mundo criando uma ligação com a festa do Natal. A tradição popular acabou virando mania e se transformou em peça de decoração de árvores de Natal, mesmo em países tropicais como o Brasil.

Outro elemento indispensável é a árvore de Natal, originalmente criada pelo padre Martinho Lutero (1483-1546) que queria mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo, então enfeitou um pinheiro com papel colorido. Piscas-piscas, bolas coloridas, presentes, estrelas acompanharam a evolução da árvore. Segundo a tradição, a decoração deve incluir 12 ornamentos, que representam o ano novo próspero. Os enfeites e ornamentos são uma “casa”, indicando proteção; um “coelho”, que trás a esperança; uma “xícara”, provando a hospitalidade; um “pássaro”, transmitindo a alegria; uma “rosa” que simboliza a afeição; uma “cesta de frutas” como forma de demonstrar a generosidade; um “peixe”, a benção de Cristo; uma “pinha”, símbolo da fartura; o “Papai Noel”, que é a figura da bondade humana; uma “cesta de flores”, representando os bons desejos; e finalmente um “coração”, como prova do amor verdadeiro.

Ainda tem a tradição americana de colocar guirlandas na porta, para desejar coisas boas para os moradores e visitantes.

E outro personagem importante do natal, responsável pela magia das crianças é o bom velhinho, Papai Noel. Conta a história que foi um homem chamado Nicolau, nascido no século III, em Patras, na Grécia. A família de Nicolau era muito rica. Após perder pai e mãe, o jovem Nicolau decidiu dedicar sua vida à religião e doou todos os bens da família a pessoas carentes. Relatos bíblicos mostram uma generosidade fabulosa de Nicolau, em especial para com as crianças a quem presenteava com brinquedos e roupas, montando em um burrito com trajes de bispo. Esta lenda ganhou fama e todos passaram a chamá-lo de Santa Claus, o Papai Noel.

Com todos esses elementos, ao longo do tempo, tradições e personagens foram criando o espírito do natal. Em qualquer lugar do mundo, o natal é motivo de festa, alegria e principalmente reunir a família. A decoração natalina é quem transmite todos esses sentimentos.

Andar pela rua e ver as luzes a noite chega dar aquele brilho nos olhos, passear pelos shoppings, lugares temáticos, é encantar as crianças e pra quem já é adulto é como voltar a ser criança. É ir além do pedido da carta do Papai Noel, esperar na madrugada pela visita do bom velhinho com presentes.

Comemorar o natal é renovar esperanças, sentimentos e valores para o próximo ano. Presentear e celebrar os laços da vida, e estar próximo de família e amigos.

crédito: Wagner Jean

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Informe publicitário para a Revista Veja (publicado em agosto/2011)

Campo Grande, capital do Mato Grosso do sul, carinhosamente chamada de Cidade Morena pela cor avermelhada de seu solo, tem quase um milhão de habitantes. Próxima à fronteira seca com Bolívia e Paraguai, a cidade é o centro econômico do Estado. O Aquífero Guarani passa por debaixo da cidade, que detém a maior porcentagem da reserva natural de água dentro do território brasileiro.

No dia 26 de Agosto, Campo Grande comemora 112 anos, rumo ao desenvolvimento, de acordo com o Vice Prefeito Edil Albuquerque, “Campo Grande está num novo tempo, com um trabalho conjunto do governo estadual e federal, iniciativa privada que constroem uma cidade mais forte, mais bonita e segura”, declarou. Para Edil, o maior potencial do município são os polos industriais instalados em várias regiões da cidade com infraestrutura e incentivos fiscais que atraem grandes empresas que têm a cidade como base estratégica.

A economia é basicamente no segundo setor (comércio e prestação de serviços) e na construção civil. Dados do SEBRAE/MS revelam que o índice de sobrevivência de empresas e microempresas em Campo Grande é de 94%. “Cidade das oportunidades para o microempresário” afirmou Cláudio Mendonça, diretor superintendente do SEBRAE/MS.

A exportação agropecuária e têxtil também está em crescimento, com as fronteiras secas com dois países e no centro do país, Campo Grande tem a logística ideal para atender grandes mercados, para Mendonça “a cidade está estrategicamente no centro, atraindo empresas, indústrias que podem facilmente exportar seus produtos para todo o país e para os países vizinhos Paraguai e Bolívia”, afirmou.

Os polos industriais, a construção civil são grandes geradores de emprego, segundo o diretor do grupo Plaenge em Campo Grande, Édison Holzmann, “temos uma equipe de mais mil funcionários, investimos na cidade há 23 anos e temos grandes projetos em longo prazo”, disse. Atualmente, o Grupo Plaenge têm 25 empreendimentos em construção, gerando mais empregos e fortalecendo a economia da Cidade.

A Cidade Morena, também é uma capital sustentável, é reconhecida nacionalmente por iniciativas de sustentabilidade, como a Organocoop, uma cooperativa de produtos orgânicos que foi criada em parceria com a Prefeitura Municipal, Banco do Brasil, SEBRAE e pequenos produtores que receberam investimentos e certificação de produção orgânica.

Nossa história nossa cultura

Com apenas 112 anos, Campo Grande construiu sua cultura com seus fundadores e quem chegou aqui para começar uma “nova história”. Com os primeiros habitantes, os índios, depois os mineiros José Antônio Pereira e família, o vizinho Paraguai, e principalmente os imigrantes japoneses formaram as tradições, festas e costumes da cidade.

A colônia japonesa é a segunda maior do Brasil, perdendo apenas para São Paulo. Patrimônio da cidade, o sobá, comida tradicional japonesa feita com macarrão e carne, já faz parte do campo-grandense, anualmente o sobá tem uma festa só pra ele.

Na música, a grande influência vem do vizinho Paraguai, com ritmos como polca e chamamé, conquistaram os campo-grandenses e hoje, o sertanejo é a música oficial da cidade.

Grandes artistas reconhecidos nacionalmente têm suas raízes na Cidade Morena, como Aracy Balabanian, Tetê Spíndola e Glauce Rocha. Outros artistas também constroem suas histórias aqui como a diretora teatral, carioca, Beth Terras, que está em Campo Grande há mais de 15 anos, “cheguei aqui e fui recebida de braços abertos, fiz meu trabalho, minha arte, e hoje sou profissional reconhecida graças a minha querida Campo Grande”, declarou.

Capital com jeito de cidade pequena

Campo Grande tem 10 parques com muito verde, só o Parque das Nações Indígenas, considerado o maior parque urbano do mundo, tem 119 hectares com lagos, fauna e flora preservados. Anexo ao parque está o CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) que cuidam de animais feridos para depois devolvê-los a natureza.

O Parque dos Poderes reúne todo o legislativo, executivo e judiciário em um só lugar com 70% de mata preservada, modelo de equilíbrio ambiental e Estado. Aos fins de semana é destino de quem faz pedalas e caminhadas.

O Lago do Amor fica dentro da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), onde aos domingos, é hábito do campo-grandense reunir amigos e tomar o famoso tereré, a bebida gelada tradicional da cidade feita com erva mate e água, influência também do nosso viziho, Paraguai. A cidade ainda tem a Lagoa Itatiaia, outro ponto de encontro dos moradores.

Entre os pontos turísticos tem monumentos, praças, museus, monumentos e casarões antigos da época que Campo Grande ainda era um “celeiro de farturas”.

Morena, eu te amo

Fernanda Serrano, fotógrafa, é a típica campo-grandense apaixonada pela cidade, “gosto do charme interiorano, da beleza natural, das araras que visitam minha casa todo dia, do pôr do sol mais fantástico do Brasil, e também porque aqui se valoriza produtos, serviços e mão de obra regionais”, declarou.

Descendentes de japoneses, Ricardo Mayeda acredita que morar em Campo Grande é ter tranquilidade, “morar em Campo Grande é muito bom em função da qualidade de vida que a cidade proporciona. Uma cidade bonita, com parques, e o melhor, tudo com fácil acesso”, afirmou.

Outra morenapolitana [termo criado pelo jornalista Luca Maribondo], a publicitária Isabella Gimenez também é apaixonada pela cidade e todo esse clima de aconchego da capital interiorana: “Campo Grande faz parte das minhas raízes, a minha família está aqui, a música faz o coração acelerar e o sentimento de aconchego da cidade é muito grande. A Cidade Morena é muito charmosa, é só começar a admirar a sua beleza que mistura desenvolvimento com natureza, que vemos porque ela é tão especial”, disse.

Campo Grande é a capital que cresce com ritmo de metrópole e ares de interior. O que faz dela única e aconchegante. Com avenidas largas, árvores centenárias preservadas, qualidade de vida de uma cidade que cresce com planejamento. Morar na cidade morena é viver bem, é lugar de ser feliz.

crédito: Wagner Jean

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